Na Trilha do Limoeiro

Uma trilha desafiadora, no quintal de São Paulo

Sexta-feira – 19hs

Estamos em novembro de 2019 e hoje é sexta-feira.
Preciso dormir mais cedo porque amanhã tem trilha.

A bike está revisada, a corrente lubrificada, pneus calibrados, freios ajustados. Tudo em cima! O bike-pack também está pronto: bomba, remendos, câmara nova, jogo de chaves allen, alicate e um rolo de fita isolante, sei lá pra quê, mas tá na mão. E levo também a ótima capa de chuva que nunca usei.

E a “matula” também está pronta. Aquele tubo pra guardar macarrão é ótimo pra encher de frutas secas, amêndoas e castanhas. Pra mim, nada melhor pra ir comendo enquanto pedalo. Consigo me manter alimentado sem precisar carregar um grande volume como seria o caso de frutas frescas, pão, biscoitos, barrinhas…Ah, e tem as squeeze com água e o protetor solar pro rosto porque o sol promete! Para os braços e mãos camisa dry-fit manga longa e luvas que são a melhor forma de proteger essas áreas da longa exposição.

Com esse check-list, acabo vendo que não tenho nada pra primeiros socorros. Uma ralada no joelho por exemplo, precisa de água oxigenada e ataduras, coisas assim. Anotado aqui: providenciar!

Jantar bem calórico: a macarronada está ótima!

22 horas
Agora é cuidar do sono porque já as 4hs tenho que acordar pra ter tempo de me alimentar direito e me vestir para a aventura. Desta vez o Paulo vai nos guiar pela Trilha do Limoeiro.

fonte: https://www.bikemap.net/en/r/1939007/#10.02/-23.1739/-47.1374

SÁBADO, 4:45hs
Acordei no horário previsto e assim consegui tomar um banho, preparar e comer um bom café da manhã e agora, já vestido e pronto pra pedalar. Mais um pouco e chega justamente o Paulo, o nosso guia, com quem irei de carro até o Armazém do LImoeiro onde iniciaremos de fato o pedal.

6:10hs
O percurso pelas marginais Pinheiros e Tietê foi bem tranquilo. Ultrapassamos diversos batalhões de ciclistas que iam chegar ao perigoso acostamento das rodovias.

fonte: https://conteudo.imguol.com.br/c/esporte/04/2019/06/11/especial-rachao-da-faixa-de-gaza-1560287931791_v2_1920x1.jpg

São ciclistas de velocidade. Percorrem grandes distâncias, sempre usando os acostamentos, muitas vezes com carros de apoio fechando a retaguarda, mas nem sempre e nem todos os grupos são assim organizados. Essa opção por usar os acostamentos é, na minha visão, uma grande roubada! A possibilidade de serem atropelados por um carro ou um caminhão que entre no acostamento é muito grande. Eu mesmo já tive essa experiência: tive um pneu estourado rodando na Dutra. Não tive tempo de escolher onde e quando sair da pista para o acostamento, onde entrei a toda velocidade. As coisas acontecem muito rápido! E a diferença de massa entre carro e bicicleta é multiplicada pela velocidade e o ciclista não tem nenhuma chance. E lamentávelmente isso ocorre com relativa frequência mas os registros tratam tudo como *Acidente de Trânsito*, nem sempre informando tratar-se de acidente envolvendo ciclistas. E já que estamos num desvio (da história principal), é bom saber que de acordo com DECRETO Nº 63.881, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2018, qualquer nova obra rodoviária no Estado de São Paulo terá que oferecer soluções para veiculos de propulsão humana. (leia-se bicicletas). Isso é ótimo pois só com ciclovias exclusivas podemos pensar em cicloviagens seguras nas rodovias. E não precisamos sair inventando nada: é olhar como isso é feito nos países europeus

As soluções cicloviárias na Alemanha são conquistas das comunidades.
fonte: https://www.sueddeutsche.de/auto/radschnellweg-rs1-deutschlands-erster-fahrrad-highway-kommt-gut-an-1.2957366

6:30
Voltando ao nosso pedal, chegamos ao ponto de encontro dentro do horário previsto. Os outros colegas já chegaram e estamos todos vibrando pela aventura que se inicia. Aquele restaurante na beira da Anhanguera é bem conveniente pois muitos fazem ali o lanche antes de pegar a trilha.

7:00
Depois do cafézinho e tendo chegado todo mundo, área! Voltamos aos carros e iniciamos a última etapa. Alguns poucos quilometros e saimos da rodovia para uma estrada secundária. Paulo é o guia do grupo e segue a rota marcada no aplicativo. São muitas as entradas e é preciso cuidar pra não pegar o caminho errado. Estamos indo a uma velocidade confortável para que os demais possam nos seguir sem risco de alguém desgarrar do grupo.

7:30
O Armazém do Limoeiro é um núcleo de serviços que atende aos frequentadores da região: motoqueiros, ciclistas, caminhoneiros. Um misto de Mercearia, Bar, Restaurante, banheiros. Uma boa estrutura enfim.

fonte: https://motoa2.com.br/armazem-do-limoeiro-sp/

Mas para nós isso tudo não vai adiantar nada pois estará fechada durante esse sábado. E quer saber? Nem nos importamos com isso. Basta ser um bom lugar para deixar os carros e colocar as bikes na estrada. Há sim, importante: alguém conseguiu a chave do banheiro. Aventura Salva!

7:45
Paulo e a Grazi, uma ciclista experiente, reunem o grupo para uma rápida passada das regras do pedal.

Grazi, pitonisa do Templo da Chuva: guerreira!
Paulo by itself: o Guia de grandes pedais.

Aqui um pequeno parêntese: Nosso grupo, o M5 nasceu a partir de encontros de preparação dos Monitores para o Pedal Anchieta de 2019. Eu havia me inscrito para esse trabalho voluntário e assim participei de um pedal de “aquecimento” liderado pela Grazi. Foi ótimo: depois de alguns minutos de papo, saímos já como amigos de infância da Estação Ferroviária de Ribeirão Pires pedalando rumo a Paranapiacaba. No percurso tivemos um bonus: tivemos que vadear pela estrada inundada com a cheia do Rio Grande no seu curso para a Represa Billings. Ninguém sequer considerou dar meia volta. Com cuidado avançamos tateando a estrada sob o meio metro d’água. Foi nosso batismo de fogo (ou de água). Depois disso e de algumas “festas da firma” não teve mais jeito, pedalamos sempre juntos. *

Na fala simples e direta, as regras vão sendo pontuadas:

  • Cada um é responsável pela sua segurança;
  • É um pedal entre amigos, sem organização formal;
  • Em caso de acidente serão acionados os meios públicos de socorro;

Os mais experientes na Trilha do Limoeiro apontam para a altimetria e para o Sol como os vilões desse roteiro. É preciso administrar o esforço pois teremos subidas muito dificeis pela frente num dia que promete ser bem quente.

Mas há também o compromisso mútuo de que ninguém será deixado para trás em nenhuma hipótese. Veterano do grupo, isso me soa acolhedor.

8:00
Iniciamos o pedal de fato em torno das 8 horas. Estrada de terra batida, seguindo entre cercas que afirmavam a propriedade de algum. Os grupos foram se formando. Os coelhos, os pé de boi e os outros. Eu seguia por ali…Com a gravel, leve e ligeira, não tive dificuldades com as primeiras subidas. Acho que ninguém teve. Motivação a mil. Mas a estrada foi se encarregando de colocar cada um no seu devido lugar.

A região entre Cabreúva e Itupeva é abençoada pelo Deus dos Morros. E a paisagem é marcada pelos matacões, imensos blocos de granito que parecem terem sido arranjados para compor a paisagem. Estão em toda a parte mas também permitem os pastos e algumas matas que sobraram. As estradas buscaram a crista dos morros, deixando as aguadas para as propriedades, seus bichos e suas plantações.

Autor: Paulo

E nesse cenário o grupo foi se estendendo pela paisagem feito uma lagarta, ora se espichando, ora se agrupando. Os que andavam mais rápido, ao chegarem nos topos, se permitiam descansar e esperar os retardatários que prosseguiam buscando detonar todas as subidas. Questão de brio versus pernas! E tome piadas (tudo é motivo pra risadas nesse grupo).

Por ser sábado a estrada é toda nossa. Alguns poucos carros passam levantando o poeirão. Mas nada que apague a beleza da paisagem. O mar de morros se estende desde o Tietê até a Marechal Rondon e além e desde Indaiatuba a Cajamar. O nosso império. Lembro agora que durante o pedal ocorreram uma ou duas situações de um treminhão circular por ali. Um perigo real para todos nós. Esses veículos imensos, quando carregados, não permitem ao motorista ver muita coisa no retrovisor.

Fonte: https://mapio.net/pic/p-43144359/

Pontas de cana e poeira, é só isso que ele consegue ver. Um ciclista simplesmente desaparece na nuvem enquanto o conjunto de até 30 metros avança pela estrada. Então, pedalando, se perceber um desses chegando, saia do caminho, pare e espere a poeira baixar. É o melhor que você poderá fazer pela sua saúde, se é que me entende.

11:00hs
Estamos progredindo. E o Sol mais ainda, brilhando naquele céu azul, sem nuvens. Sensação térmica 45º. Bebe-se muita água e o assalto às rações não para. As subidas vão se intensificando: mais frequentes, longas e difíceis. (ou será que sou eu?) Da meta de 30km, devemos ter percorrido uns 15. Sensação kilométrica: 40.

12:00hs
O pelotão da frente se distanciou de mim. Noto a mudança. A estrada agora é quase plana, numa longa descida. Dá pra ver que é um trecho de trânsito pesado: chão de terra dura, com muuuita pedra, e sem uma trilha mais confortável pra prosseguir. Meus pneus 37 não dão conta. A bike avança brigando com cada pedra do caminho. Os outros usam pneus 42 ou até mais largos e por isso as montain-bikes brilham nesse terreno: vão a milhão por hora! Ponto pra elas!

Avanço sem nenhum conforto até conseguir chegar à estrada asfaltada onde todos os outros se agrupam em uma curva. O que está acontecendo? De fato, uma notícia não muito boa: erramos o caminho! Mãos na cabeça…

Paulo reconhece que em algum ponto perdeu o sinal do GPS, errou e conduziu o grupo para longe da rota planejada. E não há outra coisa a fazer senão voltar pela estrada das pedras até o ponto de retomar a rota certa.

Aliás, há sim outra coisa e alguns lançam mão dela: UBER !!!Isso mesmo. Pelo menos dois colegas – O Valmir com cereza – sentiram mais que os outros o desvio de percurso ou talvez por saberem o que teriamos ainda pela frente, resolveram encerrar a aventura e retornaram de UBER, com as bikes a bordo, até o Armazém do Alemão. Teimosos e nada razoáveis, eu e o restante do grupo prosseguimos pedalando.

A navegação com apoio de dispositivos dependendes de rede é um risco para quem não conhece os caminhos e a região. O sinal quase sempre falha e ai ficamos sem esse importante referencial. Recomenda-se ter um mapa em papel como um back-up para situações onde o meio digital fique indisponível. E será também interessante usar cada jornada como uma forma de aprimorar a navegação, anotando os pontos de interesse em cada roteiro.

Sobre o amargo regresso penso comigo: menos mal pois sendo uma subida leve, apesar de longa, eu consigo acompanhar o ritmo do grupo. E assim é. Uns 20 ou 30 minutos depois, com uma parada para repor a água das garrafas e colhendo informações aqui e ali, o Paulo nos colocou na rota novamente.

Uma trilha ideal

Agora cortamos por entre canaviais em estrada de terra batida, sem pedras. Ponto para a gravel que está no seu habitat. O grupo está cansado mas ninguém desiste. Avançamos. O panorama muda um pouco. Agora temos mais fazendas com eucalitos ou pinus, confirmando a tendência de o Estado de São Paulo estar se transformando em um vasto território das fabricas de celulose. O preço é a redução absurda da cobertura florestal nativa. Hoje resta no estado menos de 5% da Mata Atlântica existente em 1970. Isso me faz lembrar: raros pássaros durante nossa jornada. O canavial e os eucaliptos são desertos de vida silvestre. Mencionei antes os terrenos dos baixios, as aguadas…ali uma mata ciliar de menos de metro ao longo dos rios é o ultimo refugio para os bichos. Mas não ficam a salvo dos cães e assim rumam de forma inexorável para o exterminio. Adeus araponga, siriema, guará vermelho, curió, bicudo, chorona, bate-bico, tiê cinza, saracura, gavião…

E vamos passando por poucas lagoas, canaviais, sitios…Umas poucas árvores que alinhadas às cercas vão marcando a estrada. Pensando no que fizemos à natureza, constato o quanto ficamos pobres com a perda da diversidade. E não vejo indicios de que as pessoas vivem ali em melhores condições. Ao contrário, noto que os pastos estão esgotados e há indícios de desequilibrios aqui e ali, com o solo exposto e saúvas dominando os terrenos. Hortas e pomares? Talves existam mas não os vi. A poeira da estrada domina tudo por ali e os raros riachos não passam de fios d’agua. Queria ter motivos para me alegrar. Então pedalo.

14:00
O terreno está mais e mais difícil. Confirmamos com pessoas do lugar se estamos na rota certa. A Grazi – que faz o importante trabalho de fechamento do grupo durante todo o trajeto – e os demais, nos alcançam e juntos encaramos uma forte subida entre os imensos matacões. *Sâo impressionantes. Belos. Penso que pelo menos alguns deveriam ser momumentos naturais públicos mas todos estão em áreas privadas e não temos acesso. Nos resta fazer fotos à distância.
*

Eis que chegamos. Não ao fim da jornada mas à base da grande subida que nos levará ao Mirante da Galinha. Medonha! Íngreme, Interminável e com mais de 30º na cabeça. Foi a coisa mais parecida com missão impossível que vi por ali. Alguns de nós, muito cansados, conseguem conexão e conversam com os amigos que optaram antes pelo UBER. Tudo certo: virão com seus suv’s até o ponto onde estamos para resgatar os que quiserem parar. Eu e os demais prosseguimos. Não como gostaríamos, mas empurrando as bikes estrada acima. Não nos sentimos derrotados, apenas nos adaptamos.

Quem chega ao topo, comemora e espera os retardatários.

Nisso está a graça da bicicleta. Nenhum outro meio de transporte permite essa alternancia. Assim não existem bairros ou cidades que não são adequadas para a bicicleta Veículo inercial, multiplica nossos movimentos com uma estrutura leve, de baixíssima pegada ambiental.

Há agora uma *capoeira * ao longo das cercas. O terreno é difícil até para vacas e por isso aquela mancha de vegetação foi mantida.

15:00hs
Sorriso na cara: Chegamos ao topo!
Agora felizes, desfrutamos do grande cenário que se abre desde onde estamos. Muito ao longe vemos cidades, fábricas, rodovias. Um panorama majestoso de vales e as estradinhas serpenteando aqui e ali. Nuvens muito altas nos dão a certeza de que não teremos trégua e o sol continuará a dominar até o fim do nosso trajeto. Que segue desafiador. Agora uma perigosa descida para testar nossa habilidade e nosso equipamento. Quem não cuidou dos freios chega facilmente ao limite da segurança, andando mais rápido do que o que seria razoável. Nessas condições, é muito fácil perder o controle, o que pode resultar numa queda pondo em risco todo o passeio.

Felizmente nada disso acontece e o grupo consegue vencer também essa dificuldade e com a aproximação do nosso destino, o ânimo voltou. **De fato, durante todo o pedal as piadas e brincadeiras ajudam a superar o cansaço e a dor e tudo é compartilhado: água, comida, ferramentas, apoio moral. O grupo se fortalece nas dificuldades.

Na necessidade, todo mundo pronto pra ajudar.

16hs
8 horas após a nossa largada e finalmente avistamos o agora belíssimo Armazém do Limoeiro sinalizando a conclusão da Trilha do Limoeiro.

O percurso total ficou em 42 quilometros, variando apenas 12 quilometros do roteiro previsto. Novamente reunidos, a troca de experiências. Todos em estado deplorável mas com aquele brilho no olho: pura alegria!

O Paulo estava um pouco chateado pelo desvio de rota mas eu o fiz ver que isso agregou aventura ao passeio e mostrou como fomos capazes de assimilar e superar essa nova situação. Ponto pra todo mundo!

E comemoramos o fato de que ninguém sofreu sequer uma queda e ninguém se machucou. *O cansaço seria logo superado e em algumas semanas voltaríamos a pedalar juntos pra detonar todas as outras trilhas. *

Mas logo depois começaram as notícias de que um novo coronavirus estava vitimando pessoas e assim todos nós aprendemos do pior jeito, que existia uma grande cidade na China chamada Wuhan…


Na Grande São Paulo temos incontáveis rotas utilizadas pelos ciclistas. Se alguém fosse sistematizar por tipo, penso que poderiam ser Urbanas, Intermediárias (misto de estradas de terra, trilhas e trechos urbanos) e as puramente Fora de Estrada. A seguir, algumas trilhas e informações para depertar o ciclista que há em você:

TRILHA DO LIMOEIRO
Tipo: Intermediária
Região: no sertão entre Indaiatua, Itupeva e Cabreúva.
Extensão: 32 km
Nível de dificuldade: MÉDIO AVANÇADO (exige resistência).
Características: Totalmente em estradas de terra em meio a canaviais.
Atrativos: a paisagem marcada pelos Matacões, o desafio de fortes subidas.
Como chegar: melhor ir de carro e iniciar a trilha a partir do Armazém do Limoeiro (onde se pode deixar os carros até o retorno)

2 – Estrada do Sal
Tipo: Intermediária
Região: Na Serra do Mar entre São Bernardo do Campo e Paranapiacaba (Santo André).
Extensão: 52 km
Nível de dificuldade: MÉDIO MODERADO (em geral trechos fáceis mesmo para iniciantes, com algumas subidas fortes. Requer alguma prática e resistência.).
Características: Estrada de terra com trechos curtos junto à rodovia estadual.
Atrativos: A mata atlântica e a Vila Ferroviária de Paranapiacaba. Inclui até riachos onde se pode até mergulhar.
Como chegar: Para percorrer o Caminho do Sal deve-se partir da Estrada Velha de Santos pela Estrada Mogi das Cruzes e depois pelo Caminho do Sal até a SP122. Em geral, na altura da antiga Estação de Campo Grande retoma-se a rota por estrada de terra até Paranapiacaba.

3 – Trilha do Capivari
Tipo: Intermediária
Região: Na região do Planalto de São Bernardo do Campo, entre o Riacho Grande e a Interligação Anchieta-Imigrantes
Extensão: 25 km
Nível de dificuldade: FÁCIL, INICIANTE (boa para iniciantes, com trechos em estrada cascalhada de baixo trânsito. Excelente para ganhar confiança (essa trilha apresenta trechos em subida que podem ser vencidas pedalando) e aderir de vez ao Ciclistmo.
Características: Estrada de terra em meio à Mata Atlântica no entorno da Represa Billings.
Atrativos: Belas paisagens na área da Barragem, proximidade e várias opções de roteiros.
Como chegar: Melhor ir de carro até o Riacho Grande até a Primeira Balsa. Após a travessia pode-se deixar o carro em um dos vários estacionamentos ali existentes e iniciar a aventura.

Abril de 2021.
Nosso país tornou-se o epicentro da pandemia e registramos quase 4000 mortes por dia. E prosseguimos com discussões vazias sobre se adotamos ou não o lokdown enquanto cultos presenciais são liberados, assim como prosseguem as festas, clandestinas ou não.


Alcides Monteiro, abril de 2021

Nota: As imagens apresentadas sem créditos são de minha autoria. Sobre elas, nem todas correspondem à Trilha do Limoeiro. Foram incluídas por expressarem o clima de uma trilha, sempre de camaradagem e amizade entre todos os participantes. Sou grato por me tolerarem às vezes.

Paulo Ribeiro e Graziane Nab colaboraram nessa produção.

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